Absurda ofensiva policial contra os ativistas de Junho!

01/out/2013, 17h06

Nosso camarada Lucas Maróstica, do Juntos, do Psol, ativista LGBT e do movimento estudantil, no DCE da UFRGS e na UNE, teve hoje pela manhã sua casa invadida e seu computador apreendido pela polícia. A acusação que embasa a ordem judicial é formação de quadrilha.

lucas

Essa ação de busca e apreensão da Polícia Civil trouxe nesse 1º de outubro de 2013 as piores lembranças do terrorismo de Estado.

Não é uma simples ação policial. É uma ação orquestrada contra os ativistas que estiveram em todas as passeatas de junho que sacudiram o país e acuaram a classe dominante. Assim como Lucas, Matheus Gomes, dirigente do DCE, militante do PSTU, teve sua casa vasculhada pela polícia na mesma ação. Outros movimentos e ativistas estão sofrendo a mesma agressão por parte das forças repressivas. Professores do Bloco de Luta foram presos na semana passada de forma arbitrária.

Seguindo à risca a cartilha das elites, primeiro ignoraram as passeatas. Depois criminalizaram na mídia. Em seguida, reprimiram duramente com bombas de gás, spray de pimenta e bala de borracha. Agora empreendem, com orientação política dos governantes e o respaldo judicial, uma perseguição implacável aos lutadores sociais.

Tarso Genro

Tarso Genro

O ataque às liberdades democráticas ocorridas hoje em Porto Alegre não são a alguns militantes. São um verdadeiro ataque às jornadas de junho. Podem perseguir milhares, mas não calarão milhões. Na luta contra o regime político da mentira, da corrupção, da repressão policial, da negação aos direitos do povo, nós seguimos lutando por outra sociedade possível e, cada vez mais, necessária.

Existem responsáveis políticos por esse dia. Tarso Genro está marcado como governo da truculência, repressão e violação de direitos básicos. Além de não cumprir suas promessas e ser parte do esquema da velha política, reproduz o jogo midiático da perseguição aos “vândalos”, que na ditadura eram chamados de “comunistas”, de “subversivos”. Mudam os rótulos, mas não mudam os métodos dos poderosos contra o povo mobilizado na luta por seus direitos.

 

Contra a violência do Estado responderemos com a luta incansável de milhões.

Nossa resposta não será isolada. Acreditamos que a única chance de conseguirmos vencer é empreender uma luta de massas, coordenado com o movimento social.

 Se tocam em um dos nossos, tocam em todos!

 Seguir nas ruas. Aumentar as passeatas. Jamais nos calarão!

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos, 1º de outubro de 2013