Lutar não é crime! Contra as prisões e a tentativa de assassinato de Fabrício

27/jan/2014, 11h03

Pedro Serrano*

FABRÍCIO PROTEUS NUNES FONSECA MENDONÇA CHAVES

Ele tem 22 anos, como eu e muitos de vocês. É estudante ETEC Getúlio Vargas. E neste momento está em coma por ter sido covardemente baleado por PMs na brutal repressão ao ato contra a Copa, no sábado. Um tiro no peito e outro na virilha. Os tiros, dessa vez, não foram de borracha. Era arma de fogo. Minutos e mais minutos até ser levado ao hospital. A justificativa  é uma verdadeira afronta a todos nós: Fabrício possuía um estilete e “resistiu” à prisão. Como assim?! Um estilete versus dois tiros? Quem são esses policiais que estavam sem identificação no momento desse absurdo? O que passa pela cabeça do chefe dessa Polícia, o governador do Estado, que hoje justifica as ações na imprensa? Daqui a pouco, é possível que a PM de São Paulo promova extermínios em massa contra crianças que portem estilingues nas praças! É ultrajante!

128 pessoas foram presas no ato de sábado. De todos os perfis, idades e profissões. Poderíamos ser eu, você, seu amigo, nosso parente. E o que as une é algo muito simples, que jamais pode ser tratado com base no porrete: protestar na rua contra as injustiças, em especial as várias promovidas pela Copa. E a Polícia e o governo, mais uma vez, cometem “exageros”.

“Fabrício é um cara calmo, que começou a ir às ruas em junho, por achar errado aumentarem a tarifa do transporte”, disse Gabriel, seu irmão.

SOMOS TODOS FABRÍCIO!

*Pedro Serrano é mestrando de Sociologia e do GTN do Juntos!

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