Homofobia: a mídia previne, nós lutamos contra

12/fev/2014, 16h47

*Maria Augusta Brandão

Na última edição do jornal Folha de S.Paulo, na seção do Cotidiano, em Estratégia de Segurança se dá conselhos aos homossexuais de como se comportarem na rua.

As táticas adotadas pelos frequentadores da Rua Frei Caneca, diz a Folha, para evitar agressões, são: andar sempre em grupos, para intimidar o agressor; evitar lugares abertos, sempre que possível ir para lugares fechados para aumentar a segurança; não dar “pinta”, pois pode atrair a atenção do criminoso, e evitar andar de mãos dadas e beijar em locais públicos.

Transformando homofobia, proibição, limitação de vida em conselho e estratégia de segurança, o preconceito do jornal passou despercebido para a maioria de seus leitores, mas não para alguns jovens que repudiaram claramente essa matéria nas redes sociais.

Ao invés de encorajar essas pessoas a denunciarem qualquer tipo de violência e de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, a Folha de S.Paulo se mostrou homofóbica, moralista e do lado dos agressores.

Seguiremos Juntos! Pelo direito de amar! “Eu sou pintosa, sou sapatão, sou travesti e luto contra a opressão!”

*Maria Augusta Brandão é do Juntos nas Escolas Pernambuco

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