Vitória dos Praças da PM/ BM, só a luta muda a vida. Juntos somos mais fortes!

10/abr/2014, 00h54

*Por Anderson Castro

Após 5 dias de greve dos PMs, nesta última terça (08/04), o governo Jatene (PSDB) teve que se curvar a coragem contagiosa que chegou no Pará abrindo, contra a sua vontade, uma mesa de negociação com os manifestantes no 6° dia de paralisação.

Os mesmos ficaram muito contentes com o apoio que a juventude do Juntos deu e já estão com o sentimento de que é preciso desmilitarizar a PM pra acabar com os resquícios da ditadura que ainda existe dentro dos quartéis e isso ficou visível em alguns discursos das principais lideranças.Nestes 50 anos pós ditadura é preciso banir com todos os resquícios desse período!10253375_626248800798001_2041582937_n

Após a negociação ficou decidido que nenhum grevista, seja da capital ou do interior, deverá ser punido, o comandante do 6° BPM será trocado e os Praças terão o reajuste salarial que reivindicaram.

A verdade é que há um giro histórico na situação mundial. No Brasil a maré de indignação, levantada em Junho de 2013, influenciou a classe trabalhadora inclusive de categorias extremamente oprimidas, que não conseguiam se quer se organizar para reivindicar seus direitos, como o caso dos trabalhadores supermercadistas que vivem sob cargas de trabalho desumanas e péssima remuneração para garantir os lucros do patrão.

No RJ os garis se organizaram e desafiaram a prefeitura em pleno carnaval das elites cariocas e obtiveram uma vitória exemplar para todos nós lutadores!

Quem poderia imaginar que na atual conjuntura pudesse haver greve e rebelião de baixas patentes PM/ BM tão exploradas quanto qualquer trabalhador? Quem poderia imaginar que a hierarquia militar dos PMs, cristalizada pelo capitalismo e pela corrupção e herdade pela ditadura, poderia ser ameaçada? Vale levar em consideração que por lei é proibido que esses trabalhadores lutem por melhores condições de trabalho, com o risco de receber punição severa ao militar que descumprir, mas eles foram lá, deram as mãos, questionaram, desobedeceram e saíram vitoriosos. Saíram com o sentimento de que deram o primeiro passo de muitos pra acabar com a hierarquia, a humilhação e a subordinação nas guarnições paraenses, servindo de exemplo e entrando no histórico das lutas por outro futuro.

De fato, Brecht estava certo: “nada deve parecer impossível de mudar”

“Trabalhadores do mundo. Uni-vos”

*Anderson é Diretor da UNE pela Oposição de esquerda e militante do Juntos Pará!

 

 

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