Estudantes da UFMA – Campus Imperatriz em GREVE

14/maio/2014, 14h46

JUNTOS! MA e movimento Reage UFMA!

  2013 foi marcado pelas Jornadas de Junho. Lutas contra o aumento da passagem que começaram em Porto Alegre e em São Paulo contagiaram a juventude e os trabalhadores em praticamente todas as capitais e varias cidades do Brasil. Trouxe um novo significado para as mobilizações estudantis dentro e fora das universidades brasileiras. O espírito contestador que varreu o mês de junho de 2013 colocou em cheque a representatividade de governos, partidos, sindicatos, mídia e também entidades estudantis.

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Dentre as reivindicações da juventude e dos trabalhadores durante as jornadas de junho a “Educação padrão FIFA” sempre esteve presente, construir um país melhor começa por mais investimento do Governo em Educação, atualmente o governo do PT investe menos de 5% do Produto Interno Bruto – PIB –  (soma de todas as riquezas produzida pelos trabalhadores) em Educação, enquanto mais de 45% do PIB é destinado para pagamento de uma divida externa que não foi feita por nós, estudantes e trabalhadores, e o resultado são escolas e universidades publicas sucateadas, sem infraestrutura adequada para a boa formação dos acadêmicos. O plano do governo federal de ampliar o numero de vagas nas universidades REUNI tem como resultado uma expansão de maneira irresponsável. Cria-se o curso e depois se pensa na infraestrutura, professores, assistência estudantil, transporte etc.

Os ventos de indignação que sopraram o ano de 2013 ainda sopram levando a necessidade de organização da juventude e dos trabalhadores a fim de conseguir a garantia de segurança pública, educação, saúde e etc. No final de 2013 os estudantes da UFMA de São Luís, protagonizaram uma manifestação histórica pelo direito a casa no Campus do Bacanga, greve de fome, atos de rua, barricadas foram necessárias para se chegar à vitória, ao todo foram 10 dias de muita mobilização.

No começo de 2014 os Garis no Rio de Janeiro conseguiram através de uma greve em pleno carnaval um aumento salarial de mais de 30%, uma vitória histórica para uma categoria tão explorada deixando uma lição importante para todos brasileiros, é preciso lutar é possível vencer.

No Maranhão 2014 começou com o problema sério na segurança pública, acarretando em todo estado um clima de insegurança muito grande, a PM entrou em greve, e também os garis de São Luís fizeram paralisação. Os estudantes de imperatriz sabem que só a luta muda a vida e estão cansados de promessas da administração superior da UFMA que nunca se concretizam.

No Campus “Avançado” da UFMA/Imperatriz o exemplo é visível e os acadêmicos reivindicam ações que a universidade deveriam ter proporcionado e planejado muito antes da transferência dos acadêmicos para o campus.

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Diante de todo esse descaso, os estudantes do curso de Engenharia de Alimentos e Enfermagem do Campus “Avançado” – UFMA/IMPERATRIZ aprovaram – em assembleia realizada no auditório Do Campus Bom Jesus na tarde do dia 04 de abril a deflagração da greve estudantil a partir do dia 08 de abril. Os acadêmicos reivindicam melhorias que envolvem: transporte, disponibilidade de materiais para os  laboratórios, contratação de professores efetivos, área de vivência, água e alimentação, internet, acessibilidade entre outros.

No dia 24 de Abril os estudantes dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo, Pedagogia, Licenciatura em Ciências Humanas e estudantes organizados do Curso de Direito do Campus Centro decidiram paralisar as atividades dos cursos, pois a UFMA se encontra em estado precário, não havendo possibilidades de continuar em pleno funcionamento caso não sejam atendidas as reivindicações dos estudantes.

No dia 10 de Maio os Estudantes do Campus Centro e Campus Bom Jesus decidiram unificar os dois movimentos fortalecendo ainda mais a luta.

No dia 12 de Maio após 34 dias de greve, os ESTUDANTES do Movimento #ReageUFMA Imperatriz ocuparam a Direção do CCSST campus Centro. A ocupação é uma resposta a toda a intransigência e autoritarismo da administração superior da UFMA, que se nega a sentar com representantes do movimento para negociar a pauta de reivindicações.  Somente na semana passada, duas reuniões entre uma suposta comitiva de representantes da administração superior da UFMA divulgadas até mesmo pela direção de centro, em rede de televisão, não aconteceram, sem que ao menos fossem dadas justificativas aos estudantes, o que gerou mais revolta e indignação por parte de centenas de estudantes. A paciência acabou!!

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Todas as salas administrativas foram lacradas, documentos foram levados pela diretoria e as chaves das salas permaneceram em seu devido local – a ocupação se deu de maneira pacifica e ordeira.

Lamentamos profundamente que alguns estudantes ainda não tenham a compreensão da importância e a dimensão do que representa essa greve para o movimento estudantil de Imperatriz e pela luta por mais qualidade na UFMA, e se prestaram agir de maneira antidemocrática ao rasgar nossos cartazes e, pior, boicotando o movimento ao fazer boletim de ocorrência alegando vandalismo. Não admitimos esse tipo de prática dentro do movimento #ReageUFMA.

Estamos cansados de estudar em uma Universidade de faz de conta, onde a Assistência Estudantil nos é negada, a estrutura física do prédio já foi condenada pelos bombeiros, falta acessibilidade nos campi, internet de qualidade, uma biblioteca decente, além da falta de professores, problemas comuns a todos os cursos e que esses sim, atrasam a formação dos estudantes.

É importante deixar claro que não estamos brincando de fazer Greve e/ou ocupar a diretoria do Campus. Historicamente, a greve é um instrumento legítimo de manifestação, que chegou a ser proibido nos tempos da ditadura militar. Greves e ocupações são utilizadas pelo movimento, pois a chance de se conquistar vitórias e avanços na qualidade do ensino da educação pública se reduzem se feitas de modo isolado e sem ação direta.

A reitoria já conhece nossas reivindicações, sabe da força do movimento e mesmo assim nos ignora. Prezamos pelo fortalecimento do movimento #ReageUFMA e que o mesmo deva sempre prezar pelo coletivo, organizado para enfrentar uma administração superior que se nega a ouvir nossas reivindicações.

Nos manteremos na luta até que a UFMA respeite o movimento e sente pra dialogar com o movimento. Temos demandas urgentes e nossas energias estão canalizadas para resistir até o fim: ATÉ A VITÓRIA!

 

#ReageUFMA

#NegociaReitoria

Acompanhe a ocupação:  https://www.facebook.com/pages/Reage-UFMA/

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017