Um jogo cada vez mais sujo! #FIFAGOHOME

08/jul/2014, 16h30

E como a FIFA tem sido a rainha dos escândalos recentes, a coroa veio nessa segunda feira com a prisão de Raymond Whelan, CEO da Match, empresa que detém exclusividade para venda de pacotes e camarotes da FIFA.

De fato ele não é um funcionário da FIFA, mas tem ligação estreita com a entidade. A empresa que ele comanda é responsável pela hospitalidade, isto é, aqueles grandes e caros camarotes de vidro nos estádios e as reservas de hotéis de luxo. Os negócios envolvem US$ 300 milhões em vendas só no Brasil.

Além disso, dentre os acionistas da Match está a Infront Sports & Media empresa curiosamente presidida por Phillip Blatter. Esse sobrenome é familiar? Claro! Ele é o sobrinho do presidente da FIFA Joseph Blatter.

A proximidade da Match com a FIFA, contudo, vai muito além disso. Whelan foi porta-voz da entidade em todas as entrevistas coletivas sobre venda de ingressos corporativos e camarotes para a Copa do Mundo.

O escândalo atinge o coração da FIFA que terá muito trabalho para explicar a confusão de seus quadros com os da Match.

Esse foi o primeiro passo para desmascarar um esquema de cambio negro que vem contaminando as Copas por muitos anos. A prisão de um dos chefes dessa grande máfia pode desencadear muitas revelações sobre uma das organizações mais corruptas do mundo.

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