Façamos como Itu: não vamos pagar pela crise da água de SP!

14/out/2014, 16h07

Nos últimos dias a cidade de Itu-SP tem protagonizado uma verdadeira revolta contra o governo do estado. Os habitantes da cidade têm sofrido na pele a crise da água que tem castigado os paulistas nos últimos meses. Vários bairros de Itu estão há quase um mês sem água enquanto o governo não faz nada para solucionar a situação. Na última semana, a Câmara Municipal da cidade foi alvo de ovos e tomates atirados pelos ituanos revoltados. Neste último domingo (12), uma nova insurgência tomou a cidade. Segundo o relato de um jovem à Folha de São Paulo, as famílias se revoltaram porque não tinha água para preparar um bom almoço no Dia das Crianças. Mulheres começaram a bater panelas e o protesto foi crescendo, o que levou ao bloqueio de uma importante rodovia da cidade com barricadas e à queima de um ônibus.

Infelizmente o descaso do governo Alckmin com o que vem se tornando a maior crise hídrica da história do estado não tem prejudicado somente a cidade de Itu. Diversas cidades da Grande São Paulo vêm sofrendo com um racionamento não anunciado, feito na surdina, bem como diversos bairros da capital paulista. O “rodízio” de água tem chegado inclusive a diversos bairros da classe média alta paulistana, como diversos relatos nas redes sociais têm dado conta.

Essa crise hídrica não é culpa de São Pedro nem do mau uso dos recursos hídricos pelos paulistas. Não podemos pagar pela má gerência que o governo tucano faz da SABESP. É necessário que o povo paulista se organize para pressionar o governador a encontrar uma solução para essa situação. Não podemos seguir vivendo em um estado onde o calor e o tempo seco castigam o povo enquanto nossas torneiras seguem secas.

Convoque seus amigos, familiares e vizinhos. Chame seus colegas de trabalho e organize os moradores da sua rua. Prestemos nosso apoio aos ituanos e façamos como eles: não aceitemos calados um dos maiores descasos que nosso estado já sofreu.

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017