A direita golpista quer utilizar o legado das ruas usurpando o nome JUNTOS

03/nov/2014, 21h41

[Comunicado Urgente do JUNTOS]

Com surpresa e indignação acabamos de receber um vídeo e uma fanpage repercutindo as manifestações da direita golpista, realizadas no último sábado, dia 1˚ de novembro, em São Paulo, com a assinatura “Juntos pela liberdade”. Como noticiado, o protesto foi liderado por Eduardo Bolsonaro e Lobão, e tratou-se – nada mais, nada menos – que um protesto fascista, como bem demonstra o vídeo de Caio Castor, publicado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha.

A identidade Juntos foi indevidamente plagiada, inclusive com a utilização da mesma fonte (Edo SZ) utilizada por nosso movimento, desde sua fundação. É revoltante a manipulação, típica da direita. A referida página “Juntos pela liberdade” está sendo distribuída por gente como Paulo Batista, figura caricata da direita, que atende pelo apelido de “Raio Privatizador”, sendo notabilizado pela defesa da intervenção militar e pelo separatismo de São Paulo.

O que assistimos no sábado foi um setor que quer levantar a cabeça para impor sua pauta, que nada tem ver com a liberdade, senão com a ditadura. O ato de sábado representa uma elite raivosa e decadente que sonha com a volta ao poder de assassinos como Geisel, Costa e Silva, Medici; que prega a xenofobia e o ódio contra nordestinos; uma elite que quer a volta dos militares porque não quer perder privilégios e não sabe tolerar o diferente.

E usurpar o nome do JUNTOS só desnuda o tamanho da sua fraude. Sabem que temos profunda identidade com as ruas e com os protestos de Junho. Querem confundir a conquista e a herança das Jornadas de Junho, quando as manifestações chegaram aos milhões na luta por transporte, saúde e educação públicos com qualidade e mais direitos para a maioria da população. Esses falsários não conseguem e não podem organizar sob sua bandeira a juventude indignada. Querem confundir como golpistas que são. Não passarão.

Não passarão porque a luta do povo brasileiro não vai permitir que a turma das cavernas volte ao centro da política.  Não passarão porque nossas bandeiras são vistas onde as lutas reais acontecem. Polarizamos com esses fanáticos no mesmo sábado quando organizamos o ato, irreverente e democrático, por transparência na gestão da crise d’água promovida por Alckmin e o PSDB. Não passarão porque nossas bandeiras estão ao lado das bandeiras vermelhas do MTST, na Ocupação Zumbi dos Palmares em São Gonçalo. Não passarão porque o JUNTOS  está na campanha internacional em solidariedade aos estudantes do México. Porque o JUNTOS está nas greves e nos piquetes.

O Juntos, em todas as suas formas, luta pela democracia, pelo poder popular, em defesa dos direitos sociais e da união dos povos de todos os países em luta.

A forma de derrotar a direita é mobilizando e interditando as mentiras disseminadas. Solicitamos aos militantes do JUNTOS, aos coletivos aliados, aos movimentos populares, à mídia alternativa e ativista e à imprensa democrática que divulguem essa fraude, da qual vamos tomar todas medidas cabíveis, nos devidos fóruns.

Essa disputa será feita onde somos mais fortes: nas ruas! Não se derrota a direita só com discurso. Precisamos constranger os que levantam a bandeira da ditadura, os neointegralistas e coxinhas de plantão.

Às ruas para conquistar, para defender o legado de junho.

Brasil, 4 de novembro de 2014.

No 45° aniversário da morte de Marighella. Ousar Lutar, ousar vencer.