Gael García Bernal: “O México chegou a um nível de completa destruição”

24/nov/2014, 11h35

O ator e diretor Gael García Bernal somou-se às infinitas vozes que têm denunciado o desaparecimento dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa e assegura que faz tempo que no México se passaram os limites, mas que agora “o país chegou a um nível de completa destruição”.

“Não somos os únicos que queremos acabar com esta injustiça, esta impunidade, esta corrupção sistêmica e esta corrupção sistêmica e esta falta de justiça social que existe no México, mas também deseja-se isso em outras partes do mundo”, destacou Gael García Bernal em uma entrevista para a revista Remezcla.

O ator, que participou no último 2 de novembro de um protesto em Nova York pelos ocorridos violentos de Iguala, reitera que sua voz não resulta mais valiosa, por ser famosa, que a dos numerosos manifestantes que desde há quase dois meses têm reclamado na rua justiça por esta matança. “O acontecido no México é muito mais importante que qualquer filme ou entrevista”, esclareceu.

“Não acredito que por ter o microfone aberto e porque se retransmita o que digo seja mais influente que o resto da gente. Sou um membro a mais desta sociedade, sou parte deste arrebatamento de tristeza. Sinto-me com um incômodo. Não podemos seguir adiante tal e como estão as coisas”.

Algumas declarações, que se somam as palavras que os cineastas Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón, foram dirigidas aos espectadores da festa de gala organizada no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) no último 10 de novembro, e vão no sentido de que , segundo declarou o ator, “para mudar as coisas necessita-se de gente, que todo o mundo ajude e preste atenção”.

“Tudo quanto se faça é útil. Continuamos nisso. Não banalizemos o que está ocorrendo porque quiçá seja o que mais importante já ocorreu no México desde o começo do século”, defendeu o ator.

 

Fonte: 20minutos

 

 

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