#26M na PUC-Minas: Estudantes deixam o seu recado em defesa do direito à educação!

27/mar/2015, 01h48

Débora Oliveira e Carlos Guilherme

Dia nacional da luta pela educação, #26M, e na PUC Minas no campus do Coração Eucarístico foram mobilizados quase 300 estudantes nos dois atos unificados que aconteceram ao longo do dia. O Juntos estava lá, organizado, indignado e convocando para a luta.

A esquerda combativa organizada como Coletivo Movimenta em oposição a atual gestão do DCE – tucano e omisso, que foge à luta –, vocacionou as pautas reivindicadas pelos estudantes.

A mensalidade vem aumentando a cada semestre e já no começo desse ano as boletas vieram com um excedente de 9,2%, bem acima dos 6,4% determinados pelo Ministério da Educação. Não houve qualquer diálogo com a comunidade discente, as decisões foram tomadas de maneira unilateral por parte da administração. Desta forma, o benefício do FIES foi reduzido em proporções estratosféricas, deixando assim onze mil alunos à mercê da boa vontade da reitoria que não faz a menor questão de (pelo menos) justificar os números do aumento da mensalidade.

Dito de outra maneira, a reitoria da PUC Minas aumentou a mensalidade em quase 10% e não disse nem o porquê.

Os onze mil alunos dependentes do FIES ficaram então esperando para continuar ou não na universidade. Esperando por uma resposta que não vinha, escutando o discurso raso do DCE, vendo o seu futuro e os seus sonhos escaparem por entre os dedos. A instituição – que de filantrópica não tem nada – vende a educação prezando apenas os interesses dos grandes empresários capitalistas do ensino. Ela é privada.

Nossas palavras de ordem nessa quinta feira enfatizavam que a educação não é mercadoria, que ela é um direito e não deve ser tratada como um privilégio para poucos. A nossa voz fez com que dezenas de estudantes se identificassem com a causa e se somassem na luta cujo protagonismo é nosso, estudantes que sofrem diariamente com o desgaste causado pelo aumento abusivo e inconstitucional das mensalidades, pela perda do benefício do FIES, pela redução tão significativa das bolsas do PROUNI, pela falta de representatividade estudantil dentro da universidade.

Hoje nós mostramos pra eles que não vamos nos calar frente a essa injustiça, que os cortes na educação não passarão, que nós exigimos coerência da “Pátria Educadora”, que os ajustes da Dilma e do Joaquim Levy – estes que também cortaram SETE BILHÕES da educação – vão cair sim e que os estudantes estão unidos pela taxação das grandes fortunas e por mais investimentos na educação.

Nenhum centavo a menos para a educação!

Débora Oliveira e Carlos Guilherme, estudantes de História da PUC Minas e militantes do Juntos BH.

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Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017