Educação não é mercadoria! Contra o aumento de mensalidades do INTA

05/mar/2015, 12h57

*Izabel Reinaldo de Sousa

 

Hoje a educação brasileira é um dos setores que mais sofre com os reajustes aplicados pelo governo federal. Tanto as instituições públicas quanto as particulares experimentam situações de extremo descaso com os estudantes e educadores.

Na última quarta-feira (04/03), estudantes e várias representações de movimentos sociais, dentre os quais o Juntos!, realizaram a manifestação “Eu quero me formar!”, organizada por estudantes das Faculdades INTA, com o intuito de publicizar o aumento exorbitante das mensalidades dos cursos, além da inexistência de espaços necessários para a realização prática de atividades exigidas, como laboratórios e estúdios, altos preço nas taxas de requerimento de documentos internos da instituição e o não recebimento de atestados médicos para isenção ou desconto de pagamento para segunda chamada de avaliações, dentre outras reivindicações. Além disso, a manifestação tinha como objetivo chamar a atenção dos mais de três mil estudantes daquela instituição de ensino e da população sobralense para o que está acontecendo e convidá-lxs à luta .

Essa não é a primeira vez que a instituição recebe críticas e rechaços por causa do valor das mensalidades e dos serviços oferecidos. Em 2014 outras manifestações foram realizadas por diferentes cursos, Medicina e Serviço Social chamaram a atenção da população para o elevado valor mensal cobrado e pela falta de professores, dentre outras reivindicações. O ato “Congela, Oscar!” teve grande repercussão e algumas das demandas dos estudantes foram atendidas, o que evidencia que somente com a luta e a união dos estudantes se consegue atingir a efetivação de direitos. Em contrapartida, a direção das Faculdades INTA tenta justificar o aumento semestral no valor das mensalidades a partir das determinações impostas pelo MEC, sendo que a taxa de reajuste cobrada pela instituição ultrapassa o limite do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) e o valor da mensalidade extrapola o valor cobrado nos mesmos cursos em universidades de maior reconhecimento do Ceará.

Sabe-se que o Ministério da Educação foi o mais atingido pelos cortes de verbas e que tanto o ensino público quanto o privado experimentam nesse momento as consequências disso. Cabe ressaltar, ainda que a luta por educação de qualidade e contra a precarização do ensino é de interesse de todos e todas, e isso significa dizer que estudantes e educadores de todo o país devem se unir para realizar o “Junho nas Universidades”, que tem o objetivo de enfrentar a precarização e os cortes de verbas. A luta já começou com vitória no Paraná e tornou-se exemplo para o resto do país.

Como resposta às exigências dos estudantes das Faculdades INTA, o diretor geral da instituição, Oscar Rodrigues, cedeu e aceitou a proposta de receber representações de todos os cursos em uma reunião a ser realizada na próxima terça-feira. O que significa uma pequena vitória para os estudantes. Não abriremos mão, por um momento sequer, da luta por mais direitos. A luta dos trabalhadores e trabalhadoras, educadores e educadoras e estudantes em geral é também a nossa luta! Aguardamos a reunião com ânimo e nos preparamos para os próximos episódios.

 

Avante, juventude!

 

#EuQueroMeFormar

#JuntosUniversidade

 

*Izabel Reinaldo de Sousa é estudante de Pedagogia nas Faculdades INTA, militante do Juntos! e do setorial Juntos! LGBT