Fora Beto Richa, o Hitler do Paraná!

Juntos 30/abr/2015, 16h31

Na tarde do dia 29, o mundo viu pelas redes sociais a brutalidade da ação policial, comandada pelo governador Beto Richa (PSDB) e seu secretário de segurança pública, Fernando Francischini, contra os professores que manifestavam para entrar nas galerias da ALEP e tentar frear a votação do projeto, do mesmo governo, que mexe diretamente no direito do trabalhador sobre a Paraná Previdência. A “pátria educadora” foi vista como quem castiga e agride de forma covarde seus professores. Aqueles que ensinam as crianças, nas escolas públicas, rurais, mais pobres; que se doam para fazer o conhecimento se reproduzir, muitas vezes sem estímulo. Por ironia da vida essa foi a homenagem do dia 28 de abril, Dia Mundial da Educação.

MEIO

Os professores do Paraná mostraram o caminho. Já em fevereiro, haviam colocado milhares de trabalhadores nas ruas e conseguido uma grande vitória contra o “Pacotaço”. Na sequência, outras greves foram convocadas na educação nacional, como no Pará, Pernambuco, São Paulo e Goiânia. Dessa mesma forma a luta dos metalúrgicos do interior de SP, os trabalhadores do COMPERJ e dos garis do Rio de Janeiro marcam a conjuntura de luta dos trabalhadores em suas categorias que tiveram um duro golpe na aprovação da PL 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil. Na unidade dessas lutas, trabalhadores e juventude, construímos o 26M (26 de março) juntamente com os terceirizados das universidades e o 15A (15 de abril), colocando milhares nas ruas.

A repressão contra os professores foi descabida. Desde o fim de semana, cerca de 1000 PM’s foram colocados para cercar a Assembleia Legislativa do Estado e o Palácio do Governo. Foram horas de horror, com bombas de efeito moral e balas de borracha sendo arremessadas contra os manifestantes. Pelos dados divulgados, já somam cerca de 200 feridos, 8 em estado grave, além de um cinegrafista da Band e um deputado feridos por mordida de cães policiais. Companheiros do movimento estudantil, do Juntos e outros coletivos, também saíram feridos. A truculência toda foi comandada pelo próprio Richa, que, em vídeo vazado nas redes, aparece comemorando a barbárie contra os trabalhadores. É necessário que se faça uma ressalva sobre os 17 policiais militares que foram presos por insubordinação ao se negarem a massacrar naquilo que ficou conhecido como a batalha do Paraná.

O projeto dos tucanos é claro: garantir “caixa” para seguir pagando a dívida estadual e deixar os professores à míngua, liquidando um direito básico como a previdência pública. Richa sabe que as finanças estaduais são uma bomba-relógio pronta para explodir. Isso não é um caso só do Paraná. É lamentável que o Ministério da Educação, comandado pelo Renato Janine Ribeiro, em nota, iguale o massacre à greve dos professores. É inadmissível que o governo culpe os professores pelo acontecido.

É preciso responder à altura. Nós, do Juntos, estamos colocando a necessidade de coordenar as lutas do terreno da educação para unificar nossas demandas num grande “junho da educação”. As entidades nacionais de estudantes e professores precisam convocar um dia nacional de paralisação em solidariedade ao Paraná, conectado com o calendário a ser construído da greve geral da educação. Isso não pode ficar impune.

Defendemos a renúncia imediata de Beto Richa, o Hitler do Paraná, bem como de seu secretário de segurança, Francischini.

Estamos enviando uma delegação de ativistas e lideranças nacionais do JUNTOS para acompanhar o processo e estender nossa solidariedade aos lutadores do Paraná.

GRUPO DE TRABALHO NACIONAL DO JUNTOS

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017