Inscreva-se no I° Seminário Saúde Pública de Qualidade em Natal

Catarina LiraMatheus Lacerda 26/maio/2015, 10h50

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Dentre as áreas que sofreram ataques com os cortes promovidos pelo ajuste fiscal do Governo Federal, a saúde é sem dúvidas um dos destaques. Porque foi duplamente atacada: pelos cortes do Ministério da Saúde (que promove as políticas de saúde pública no Brasil de maneira geral) e pelos cortes do Ministério da Educação (que promove o financiamento dos hospitais universitários; projetos de pesquisa, extensão e ações associadas nos cursos da saúde e são essenciais por desenvolver o papel institucional da universidade de complementar o sistema de saúde pública).

Os sinais dos cortes já são sentidos e diversas universidades do país já apresentam problemas devido essas medidas. Na UFRN infelizmente não encontramos uma realidade distinta e pode-se vivenciar: o fim de projetos de pesquisa e extensão, que beneficiavam tanto o aluno baixa renda mediante a remuneração através das bolsas (sendo para muitos acadêmicos a via de permanência na universidade, principalmente os de origem interiorana do Estado, que necessitam custear residências entre outros gastos) e os pacientes acometidos por doenças crônicas e/ou degenerativas que não possuem condições de manter um acompanhamento clínico privado de qualidade e contínuo. Somam-se a esses os problemas de infraestrutura, já enfrentados devido o aumento de vagas na universidade sem o planejamento adequado como: cursos com departamentos em condições precárias de ensino, entre a ausência de cantinas, gráficas, espaços de convivência, salas de aulas, auditórios, laboratórios de informática e bibliotecas.

Em outras universidades, já há relato da falta de equipamentos e materiais para fornecer ao acadêmico um aprendizado de qualidade e seguro nas aulas práticas laboratoriais e ambulatoriais (microscópios e materiais esterilizados para procedimentos invasivos como as luvas, entre diversos outros artifícios necessitados na graduação). O modelo de gestão dos hospitais universitários através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) faz nos questionar se não será o HUOL (Hospital Universitário Honofre Lopes) o próximo hospital a vivenciar os problemas da falta de material e das condições dignas para pacientes, alunos, professores e funcionários.

Acrescentando aos problemas apresentados anteriormente, vivenciamos atualmente um ataque generalizado desde o acadêmico ao profissional concreto, diante da atuação do Congresso Nacional em direção a precarização dos serviços e até mesmo a extinção do SUS, seja pela PEC 451, que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privado aos trabalhadores e, portanto institucionaliza a privatização da saúde do trabalhador, contribuindo para menos investimento ao SUS, burlando as leis que regem o Sistema Único de Saúde, onde afirmam que é dever do Estado a garantia da saúde pública, e favorecendo os planos de saúde com mais subsídios; seja pelo impedimento a realização da CPI dos planos de Saúde ou mesmo pela PL 4330, que precariza as condições de trabalho não só da saúde, mas também de diversas áreas de trabalho.

Desta forma, realizamos o “I° Seminário Saúde Pública de Qualidade” com o intuito de problematizar as políticas públicas de saúde em nosso País, partindo principalmente da realidade enfrentada pelos profissionais e acadêmicos da referida área (a saúde) em sua experiência com a EBSERH.

Faça já sua inscrição: http://goo.gl/forms/dS6DHLTZY6

Catarina Lira e Matheus Lacerda são acadêmicos do curso de Fisioterapia da UFRN membros do Centro Acadêmico Vera Rocha (CAVERA)

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