Prontxs para o combate: Construir a paralisação de 29 de maio!

Juntos 07/maio/2015, 16h39

Em defesa dos professores e professoras do Paraná e do Brasil! Contra os cortes! Barrar o PL 4330 e MPs 664 e 665!

Os professores do Paraná levantam a bandeira por seus direitos. A indignação com a repressão de Beto Richa viralizou nas redes sociais. São dezenas de milhares de estudantes e professores que vestem luto na semana que segue o massacre de Curitiba. As torcidas dos times de futebol paranaense gritaram Fora Beto Richa! O caráter espontâneo dessas manifestações é revelador da onda de indignação que percorre o país.

O Paraná evidenciou a relação entre a forma e o conteúdo do ajuste: para retirar direitos, os governos precisam apelar para um estado de anormalidade, quase um Estado de Sítio contra os trabalhadores e a juventude. Primeiro, apelam para as ilusões da mídia, com seus recursos de manipulação, escondendo dados, dando voz apenas aos patrões (como também ocorreu com o PL4330); depois contam com a linha sempre recuada das direções da maioria dos sindicatos e das entidades do movimento social; como último recurso, utilizam da repressão, sem dó, com gastos absurdos em bombas de gás e reforço para o aparato repressivo.

Eles querem impor um novo padrão repressivo para calar as ruas, que estão em revolta desde Junho.

O ajuste segue. Governo Dilma por menos direitos.

O governo foi claro. Levy e Temer avisaram: precisam cortar mais e mais rápido. Ajustar para avançar sobre os direitos dos trabalhadores.

O plano é aprovar a toque de caixa as Medidas Provisórias que restringem direitos trabalhistas e previdenciários. É o governo de Dilma com seu novo slogan: “por menos direitos”.

A aprovação dessas novas leis será um duro golpe para juventude, tocando especialmente nos setores mais precarizados, entre os quais a rotatividade no emprego é grande. Em Maio e Junho começam novas séries de demissões em massa na indústria e no comércio. Uma tragédia.

O PL4330 junto às Medidas Provisórias 664 e 665 são as expressões mais vivas do projeto de retiradas de direitos em curso. A batalha está montada. De um lado, trabalhadoras e trabalhadores, resistindo e se organizando. Por outro, FIESP, economistas formados pelas escolas capitalistas e as máfias sindicais como Paulinho do Solidariedade [mesmo partido do secretário Fransceschini, que organizou com Beto Hitler a repressão aos professores]. E, contrariando a exigência da CUT e dos movimentos, os deputados do PT e a maioria do PCdoB votaram a favor da MP 665, traindo suas bases.
Pátria Educadora, símbolo do absurdo.

Os acontecimentos dos primeiros meses do ano mostram como o slogan Pátria Educadora é o sinal da falência absoluta do governo. Repressão aos professores, queda de ministro, cortes de verbas. Parece uma piada de péssimo gosto, mas é uma realidade trágica.

São várias “bombas de tempo” prestes a explodir. A novela do FIES deixou milhares de estudantes fora das salas de aula. O corte significou uma redução de quase 50% na quantidade de novos contratos firmados entre o primeiro semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2O15. O governo deixou o controle das matrículas e o estabelecimento dos preços a cargo do setor privado e agora alega que o “dinheiro acabou”. Nas próximas semanas, Renato Janine deve anunciar um novo “contingenciamento” de verbas. Na verdade, falando em português claro: vai tirar mais verbas da educação, arruinando mais a situação já precária das federais e estaduais.

A solidariedade é nossa arma!

Em cada sala de aula, uma Curitiba pulsa, indignada e pronta para o combate. Os terceirizados das universidades lutam como podem, de forma heróica.

A situação social e política pode piorar. Se não nos levantarmos, a repressão vai ser usada para nos dividir, nos quebrar e evitar que venham novos junhos.

As entidades que têm força, história e possibilidade de convocar atos massivos estão caladas e distantes da realidade. A UNE e a UBES não convocaram nenhuma data de luta!

Mas não podemos esperar! A convocatória do dia 26 de Março pelos setores da Oposição foi vitoriosa e a mobilização do dia 15 de abril mostrou o caminho a seguir. No dia 1º de Maio, o JUNTOS e JUNTAS esteve com Luciana Genro em Curitiba, mostrando a solidariedade ativa com os professores.

Só assim vamos derrotar os planos da burguesia e dos governos, que visam precarizar ainda mais o trabalho, a educação e reduzir a maioridade penal, ampliando o Estado Policial.

Nossa vitória não será por acidente. Todos ao dia 29!

No dia 29 de Maio completará um mês do massacre do Paraná e nessa mesma data os setores sindicais convocam uma paralisação nacional contra o PL 4330 e as Medidas Provisórias de Dilma e Levy.

Não temos tempo a perder! Precisamos começar a organizar o plano para uma grande paralisação em todas as universidades. Os setores da Oposição de Esquerda da UNE, reunidos na segunda-feira, dia 04 de maio, deram um passo nessa direção, lançando a convocatória para a Paralisação Nacional de 29 de Maio.

Para vencer, precisamos de mais e mais gente. Chamamos à unidade de todos os setores em luta. A UNE e a UBES precisam fazer uma reunião ampla de urgência para discutir a paralisação nacional, colocando à disposição milhões de panfletos para viralizar a Paralisação Nacional do dia 29. Fazer propaganda nas rádios e na TV para informar a população dos motivos da luta estudantil. E isso deve se estender a outras entidades de estudantes, jovens e professores.

Os DCES precisam organizar reuniões e assembléias com estudantes, funcionários, terceirizados e docentes. Plenárias estaduais para organizar a luta.

Ninguém pode ficar fora da sala de aula! Exigimos o direito de todos às suas matrículas! O DCE da PUC do Rio Grande do Sul já convocou um ato pela liberação do FIES e é preciso que isso se repita em todo o Brasil.

É preciso revogar os cortes e taxar os ricos!  Investir em educação como prioridade de verdade.

Defender os professores. Pela renúncia do governador Beto Richa! Que ele vá junto com os Secretários!

Contra a redução da maioridade penal!

Por um lugar à juventude!

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos!

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017