NÃO SE FAZ SAÚDE SEM DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Átila AugustoBruno LimaVivi ReisLarissa MendesMário Filho 07/jul/2015, 00h52

Com a frase “Belém 400 anos: Sem Saúde, Sem Segurança, Sem Saneamento” manifestantes exigem democracia na XI Conferencia Municipal de Saúde de Belém – CMS, realizada nos dias 03 e 04/07, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

As diversas lutas da reforma sanitária na década de 80 garantiram que a sociedade pudesse participar, acompanhar e fiscalizar a gestão da saúde através das conferências de saúde e dos conselhos de saúde conforme a lei 8.142/90, portanto a participação dos trabalhadores e usuários tem sido decisiva no processo de construção do SUS, apontando caminho e dirigindo as lutas responsáveis pelo avanço do sistema.

Perto de completar seus 400 anos, a cidade de Belém foi palco da XI CMS, que deveria ser um espaço democrático com a participação ampla de diversos segmentos da sociedade para decidir sobre os rumos da saúde do município que vive uma séria crise no setor, começou e terminou permeado por autoritarismo e fraudes por parte dos DAS do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB).

Em meio à crise de gestão que vive o município de Belém, amargurado pelo abandono da prefeitura tucana, que na campanha eleitoral prometia prioridade com os 3 “S” (Saúde, Segurança e Saneamento) mas diversas vezes foi noticia em jornais nacionais devido os escândalos envolvendo as UBS e os principais pronto socorros, como o incêndio do bloco cirúrgico do Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti – HPSM MP que se tornou no último dia 25/06, símbolo do abandono e retrato de uma tragédia anunciada, a população já se deu conta que Saúde esta longe de ser a prioridade do prefeito.

O Conselho Municipal de Saúde, responsável pela condução das pré-conferências nos bairros e da conferência, teve papel fundamental nas diversas manobras antidemocráticas em todas as etapas, pois além de não divulgarem absolutamente nada sobre a conferência, nem ter disponibilizado o anexo do regimento e regulamento da conferencia no Diário Oficial do Município, impedia que as chapas que não fossem ligadas ao grupo do prefeito sequer tivessem voz muito menos o direito de inscrever chapa para eleger delegados para a XI CMS.

Ditatorialmente o presidente do conselho, amparado pelo grupo de gestores, assessores e DAS do prefeito, que chegaram apenas na tarde de sábado (04/07) para levantar crachá na plenária final e garantir os recursos para saúde, ditava as regras estilo ‘Eduardo Cunha’ na plenária final, onde o próprio fazia os destaques e as proposições e os encaminhamentos eram aprovados sem debate algum, contrariando muitos delegados que queriam fazer ponderações sobre as propostas por ele empurradas ‘guela abaixo’.

saude bIndignados, delegados contrariaram o regimento, também ditador, da conferência que proíbe manifestações e estenderam faixa denunciando o descaso da prefeitura com os 3 “S” e o continuísmo da política de gestão do ex-prefeito Duciomar Costa (PTB) que deixou a cidade com apenas 15,75% de cobertura de ESF em 2012.

 

 

O JUNTOS seguirá firme na luta por participação popular e democracia!

Saúde não é MERCADORIA!