NO PARÁ A GREVE DA EDUCAÇÃO FORTALECE AS LUTAS CONTRA OS AJUSTES DO GOVERNO FEDERAL

Adriano MendesYara Guedes 12/jul/2015, 19h27

NO PARÁ A GREVE DA EDUCAÇÃO FORTALECE AS LUTAS CONTRA OS AJUSTES DO GOVERNO FEDERAL: TODAS AS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO ESTADO ESTÃO PARADAS!

 

O recente corte de 9,4 bilhões na educação vem aprofundando condições de ensino a cada mais precárias nas universidades públicas. A “Pátria educadora” iniciou o ano com atrasos nas bolsas da CAPES e com fortes greves da educação em vários estados. Os cortes que hoje já representam mais de 30% do orçamento das universidades federais paralisaram o PARFOR (onde o Pará tem o maior número de matriculados) e fez com que cursos do período intervalar como o de educação no campo fosse cancelado, assim como reduziu em 75%, como anunciado recentemente, o orçamento do repassado ao Programa de Apoio à Pós Graduação (PROAP), prejudicando projetos de pesquisas, mestrado e doutorado de vários professores e estudantes.

Na última reunião do Conselho superior de ensino pesquisa e extensão da UFPA (que foi convocado após muita exigência do DCE e Adufpa) foi colocado em pauta a proposta de suspensão do calendário acadêmico da universidade e a discussão do orçamento de 2015, teve discussões e debates acalorados. Apesar de suposta ameaça no início do ano de ajustes em áreas da UFPA como o R.U, a reitoria afirmou que mesmo com 5 meses de crise a casa está em ordem, porém, contraditoriamente, expôs que contratos como os de segurança e limpeza serão cortados, e também não deixou nada claro sobre os programas PARFOR e Educação no campo até agora paralisados.

 

Mesmo que a maioria dos conselheiros tenham decidido não suspender o calendário acadêmico, foi aprovado uma nota contra os cortes do governo federal onde a universidade se posiciona favorável as lutas em defesa de mais investimentos na educação pública. A aprovação desta nota de apoio é uma vitória que fortalece a greve mostrando que precisamos, mais do que nunca, intensificar as mobilizações. Isso só foi possível devido a mobilização de professores, técnicos e principalmente estudantes e o DCE que ocuparam a sala dos conselhos pressionando o reitor sobre a situação pela qual a UFPA está passando, sendo que a metade dos votos favoráveis à paralisação foram das representações discentes que falavam em nome de vários estudantes indignados com os cortes de verbas na UFPA.

adriano j 2O JUNTOS e o DCE da UFPA, desde sua posse em piquete no portão, têm construído junto aos professores e servidores grevistas as atividades de greve na universidade dialogando com a cada estudante a necessidade de agitar nossas pautas de luta e nesse processo, fortalecer o movimento estudantil da UFPA. Em primeira assembleia geral de estudantes já chamada pela nova gestão do DCE, foi aprovado o apoio a greve dos técnicos administrativos e professores, e agora, é ocupar um espaço aberto para o diálogo e se somar a insatisfação que os estudantes sentem com os cortes de verbas na educação.

NENHUM CENTAVO A MENOS À EDUCAÇÃO! Estamos juntos em defesa das universidades públicas para fortalecer as lutas em todo o Brasil.

*Adriano Mendes, estudante de mestrado da UFPA e do GTN do JUNTOS.

*Yara Guedes, Coordenadora Geral do DCE UFPA e do JUNTOS.adriano j

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