Dilma dobrou a meta… de cortes. A juventude precisa resistir!

15/set/2015, 22h58

Nesta segunda (14), Dilma e seu time de ministros anunciaram novos cortes na previsão de Orçamento para 2016. O novo pacote é um aprofundamento das medidas de ajuste no país. O governo segue cortando dos direitos sociais para preservar seu compromisso de pagamento dos juros da duvidosa dívida pública. Entre as medidas previstas para contingenciar recursos estão:

  1. O adiamento do reajuste dos servidores públicos para agosto de 2016.
  2. A suspensão de concursos em 2016 com redução de despesa.
  3. A eliminação do chamado abono de permanência, um benefício pago a servidores que chegam a aposentadoria mas permanecem no trabalho.
  4. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo vai reduzir a previsão em R$ 4,8 bi no custeio do programa Minha Casa Minha Vida.
  5. A redução em outras obras do PAC.
  6. Contingenciamentos na Saúde em R$ 3,8 bilhões.

E mais outras três medidas que somadas totalizam os 26 bilhões de reais cortados. Dilma anunciou mais este pacote de maldades após ultimato da grande burguesia brasileira para que ela seja ainda mais rigorosa no ajuste das contas no país. Na prática, o que já não resta nenhuma dúvida, a partidocracia brasileira – representando os interesses do grandes capitalistas – fará de tudo para resguardar os lucros de alguns poucos através do sacrifício dos direitos dos trabalhadores e da juventude.

Hoje no Brasil, quem está pagando o pato da farra econômica dos ricaços e dos políticos corruptos é a maioria do povo. Desde o início do ano, mês após mês, novos cortes em direitos sociais são anunciados. Os poderosos seguem lucrando e a juventude e os trabalhadores seguem pagando a conta de uma crise que não foi criada por nós. Da educação ao emprego, estamos perdendo direitos. Querem acabar com nossos direitos trabalhistas para privilegiar os patrões. Nas universidades públicas os orçamentos são insuficientes. Nas universidades privadas as mensalidades crescem e os juros do FIES também. A Pátria Educadora se transformou em um discurso vazio.

Ao mesmo tempo, vem à tona inúmeras denúncias apuradas pela Lava Jato que revelam que políticos de quase todos os partidos (PT, PMDB, PSDB) usaram e abusaram dos recursos da Petrobrás em benefício próprio. Soma-se a isso o escandaloso fato de que os bancos nunca lucraram tanto no país quanto neste primeiro trimestre. Quando Dilma se pronuncia afirmando que o país vai mal devido à crise, resta-nos perguntar a ela crise de quem? Neste país, os banqueiros lucram como nunca; os políticos de quase todos os partidos roubam o dinheiro do povo como nunca; e quem entra pelo cano são os trabalhadores e a juventude.

Até quando? É necessário lutar!

Para recusar as saídas a direita dessa crise, é necessário avançar na unidade das pautas de cada campo grevista e de cada movimento social em torno de uma plataforma de reivindicações comum. Esse programa será nossa arma de disputa e a mobilização nossa maior ferramenta.

Mas é necessário ir além, precisamos discutir entre nós como podemos virar o jogo. As regras políticas como estão fortalecem os poderosos. Precisamos de mecanismos que empoderem os movimentos a disputarem sua agenda de reformas na sociedade. Os gangsters da política, como Eduardo Cunha, se privilegiam da política como ela é hoje. Precisamos que os jovens e os trabalhadores ocupem a política, avançando no debate de uma Assembleia Popular Constituinte que refunde as instituições políticas,radicalizando a democracia.

Para que nossos direitos não sejam jogados na lata do lixo só existe uma saída: unir forças e resistir. Precisamos seguir o exemplo dos estudantes que lutam contra a precarização nas universidades em aliança com docentes e técnico-administrativos. Os funcionários públicos federais, por exemplo, ocuparam o Ministério do Planejamento para exigir do governo uma resposta às suas perdas salariais. O funcionalismo do Rio Grande do Sul impediu a votação do orçamento na Assembleia Legislativa daquele estado, adiando a decisão final sobre a redução do investimento nos direitos básicos. Ou seja, há disposição de luta e a única chance de alcançarmos vitória é resistindo a estes ataques.

Enquanto os de cima se unem para garantir seus lucros, os de baixo precisam somar forças para defender seus direitos. Afinal a crise coloca em risco o nosso futuro. Lutar contra as medidas dos governos é uma necessidade. Faremos isso fortalecendo as lutas sociais e as greves, por isso marcharemos ao lado dos trabalhadores no dia 18 em São Paulo. O fortalecimento das lutas sociais é o fortalecimento da nossa resistência. Se o presente é de luta, o futuro nos pertence.

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos!