Estudantes de escola de Itatiba se mobilizam contra autoritarismo de diretor

25/set/2015, 16h56

Segue abaixo relato do estudante Vinícius da Costa Vaz sobre mobilização nas escolas de Itatiba, no interior de São Paulo. O Juntos! denuncia a falta de democracia que existe na maior parte das escolas do Brasil. Todo estudante tem direito de se organizar e lutar, em defesa da escola que queremos. Todo apoio a Vinícius e aos estudantes de Itatiba!

Em reunião feita previamente com o dirigente de ensino de Jundiaí, foi-nos informado que havia sido encaminhado um email para as escolas, autorizando a entrada da “Comissão da Juventude”, que está trabalhando para realizar a 1º Conferência Municipal da Juventude, então fomos de escola em escola, inclusive, muito bem recebidos em algumas delas. Porém, quando chegamos ao “MEB” o diretor bloqueou nossa entrada e informou que o Grêmio Estudantil da Unidade de Ensino iria fazer o trabalho de divulgação, porém o Grêmio não integrava essa comissão, então não saberia passar as respectivas informações, como então faríamos para ter o contato com a juventude do “MEB”?! Foi ai que decidimos ir com o carro de som da porta da escola falar diretamente com a juventude na RUA! Chegamos entorno de 18h00 e os alunos são liberados às 18h20, antes mesmo da saída o tal diretor já veio “informar” que isso era proibido, pois ali era uma escola e iria atrapalhar a aula, nós rebatemos esse argumento e dissemos que ficaríamos somente na saída, então ele saiu de perto do carro de som. Quando os alunos foram liberados a companheira Cris Borges, do movimento sindical, deu início a fala e por incrível que pareça ganhamos um “super apoio” dos estudantes, logo em seguida ela passou a palavra para o Presidente do Grêmio Estudantil da E.E Prof. Oscarlina A. Oliveira, Vinícius da Costa (EU!), quando comecei a falar com a juventude e disse que “O MOVIMENTO FOI REPRIMIDO NESTA ESCOLA!”, o que realmente aconteceu, o diretor partiu para cima de mim e começou a apontar o dedo para minha cara, me empurrar e a puxar o microfone, parando somente quando um grupo de pessoas puxou o gestor para trás, os alunos o vaiaram e nos aplaudiram e gritaram muito a nosso favor. Sinto que a energia que a juventude passou e as nossas palavras foi um grito da juventude do MEB, que estava sufocada de provavelmente sofre com isso diariamente, realmente falar com esses jovens que são esquecidos perante à cidade, foi gratificante representar esses alunos na luta por mais direitos. Depois do ato o diretor veio querer dialogar dizendo que ele estava certo e nós errados, argumentos típicos de um ditador, mas JUNTOS vamos vencer essa batalha e o movimento secundarista ganhará força.

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017