Juntos! na UFRGS – Apenas começamos: Podemos muito mais!

25/out/2015, 17h25

Vivemos um momento de retirada de direitos, precarização da educação e aumento do custo de vida. Este cenário coloca grandes desafios à juventude indignada. Somos parte dos jovens de Junho de 2013, que sabem que a mudança passa pela mobilização estudantil ao lado dos trabalhadores. Assim construímos a gestão Podemos no Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, com campanhas como “Cadê o RU?” e “Cadê a Pátria Educadora?”. Derrubar a Resolução 19/2011 trouxe 998 estudantes de volta a universidade. Eventos como o Ciclo de Debates e Junho e Outubro dos Esportes, assim como as aulas de Teatro gratuitas, envolveram estudantes em novos projetos. A parceria com os professores, técnicos, terceirizados e pós graduandos foi fundamental para resistir a precarização do ensino universitário e das escolas. Agora é hora de ampliar os horizontes e avançar nas conquistas. Juntos podemos mais!

Sem verbas não existe “Pátria Educadora”! Contra os cortes do orçamento na universidade!

Mal começamos as férias de verão quando a promessa do “Brasil, Pátria Educadora” foi quebrada pelo governo federal. Mais de 10 bilhões de reais foram tirados da educação. O ensino e assistência que já eram precários, pioraram. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), tão importante para a Licenciatura, está sendo ameaçado de corte. Na Pós Graduação, 75% da verba já foi cortada. Novas Casas de Estudantes, prédios, laboratórios e aumento de salário dos bolsistas foram esquecidos pelo governo e pelas reitorias. Até quando a universidade manterá suas portas abertas sem mais investimento? Apenas na UFRGS, foram tirados cerca de 45 milhões de reais. De quais áreas essa verba foi cortada? Por quê a reitoria permanece calada? Exigimos transparência para saber como nossa formação será atingida. Sem investimento e transparência não há Pátria Educadora!

Não basta mudar a peça: é preciso virar esse jogo. 

Por mais Democracia!

Em 2016 a UFRGS elegerá um novo Reitor. Como podemos ser ouvidos, se nossa voz e voto sempre valem menos nas eleições internas, nos Conselhos e Câmaras? Por que os problemas estudantis não são discutidos na instituição, e quando são, as reuniões acontecem ao mesmo tempo de nossa aula ou trabalho? Não basta trocar a Reitoria, é preciso virar essa lógica do avesso. Queremos assembleias públicas entre estudantes, Reitoria, técnicos e professores. Em 2015 o movimento estudantil se uniu para enfrentar os cortes de verbas na Educação. Foram dezenas de assembleias de cursos, plenárias de mobilização com Diretórios Acadêmicos, e uma Assembleia Geral com mais de 200 estudantes. Unificamos nossas pautas para combater juntos a precarização da Universidade e exigir mais Assistência Estudantil. É hora de recomeçar nossa mobilização, nós podemos virar esse jogo!

Tire seu preconceito do caminho, nós vamos passar!

Queremos mais direitos!

Vivemos novos tempos na UFRGS. A partir da conquista das Ações Afirmativas, temos mais colegas negras e negros. As cotas permitiram mais mulheres e mais LGBTs a entrarem em diversos cursos. Por outro lado, a Universidade segue a mesma. O velho modo antidemocrático e conservador fecha as portas para os novos estudantes.

As mães estudantes e trabalhadoras necessitam de creche para deixar seus filhos seguros para poderem estudar, bem como mais segurança para circular entre os campi sem sofrer assédio sexual. As LGBTs exigem respeito para estudar livres de preconceito, ter sua identidade de gênero e nome social reconhecidos, numa universidade que combata qualquer opressão. Precisamos incluir definitivamente os cotistas com mais assistência estudantil específica intensificando as Ações Afirmativas. Em 2016 teremos 50% das vagas reservadas aos cotistas. A UFRGS precisa encarar o racismo, machismo e LGBTfobia reproduzido pelos corredores e salas de aula todos os dias. Podemos conquistar nosso espaço, não aceitamos nenhum direito a menos!

Apenas começamos!

Temos uma trajetória de lutas que muito nos orgulha. O movimento estudantil construiu importantes mobilizações durante o ano de 2015, culminando numa pauta unificada de reivindicações aclamada por mais de duzentos estudantes. Acreditamos que o DCE deve ser parte ativa desta mobilização coletiva. Queremos um DCE que represente essa unidade, repleto de nossa diversidade. É hora de ir à todos os cursos e campi para ouvir novas vozes e somar mais mãos no nosso projeto: queremos uma UFRGS pública, democrática e plural!