JUNTOS RIO PRETO: Em defesa da Praça Cívica

Lucas Villela Canôas 20/nov/2015, 18h59

No interior de São Paulo existe uma cidade que cresce a cada dia, aumenta sua desigualdade…ela se chama São José do Rio Preto, tem hoje pouco mais de 400 mil habitantes, estranho pra mim que cresci em cidade que tem mais de milhão, Campinas. Mas qual o projeto de cidade que se repete em cada localidade?

O prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), sabe o que quer para a cidade, quer que ela vire apenas seu balcão de negócios! O prefeito é réu por corrupção com a Constroeste (Grupo Faria), uma construtora que curiosamente ganha todas as licitações na cidade, recebendo da prefeitura mais de 500 milhões por ano.

Esse balcão de negócios causa danos na nossa cidade, como por exemplo no meio ambiente e na mobilidade urbana. Com essa obra, a região de preservação do Rio Preto, vai sofrer um grande impacto, principalmente por causa da impermeabilização do solo e da derrubada das árvores. O prefeito gastou 75 milhões com obras anti-enchentes (também com a Constroeste) e logo depois impermeabiliza o solo, o que causará mais enchentes! Ou seja, jogará mais de 125 milhões no lixo de verbas públicas para previligiar apenas a empresa privada. Além disso, um casal de tucanos fez um ninho na praça, mostrando que existe um ecosistema funcionando na região, o que causou um grande alvoroço na cidade, levando centenas de pessoas a querer ver o ninho.

Com a obra do terminal, a mobilidade urbana vai ser prejudicada, pois concentrará todo o fluxo dos circulares no centro da cidade, obrigando a população a passar pelo centro e ampliará mais a rodoviária, que receberá centenas de ônibus por dia, causando muito transtorno no centro da cidade.

Outro projeto já foi proposto, mas que não atende os interesses escusos do prefeito e da empresa do Grupo Faria, que é a construção de miniterminais espalhados pela cidade e a retirada da rodoviária do centro, tornando o transporte mais dinâmico e acessível para a população, economizando tempo. O governo da cidade se mostrou pouco democrático, não abrindo diálogo em nenhum momento com a população, muitos eventos culturais feitos como protesto contra a destruição da praça. Foram feitos mais de 50 edições do evento “A Praça é de graça”, mesmo assim, o prefeito nunca abriu uma porta para nós.

No dia 16, ocupamos a praça, pois todas as possibilidades de conversa foram esgotadas! Outras pesssoas se somaram com o tempo. Ocupamos a praça, pois queremos mais espaços públicos, mais cultura (O prefeito cortou 2 milhões da cultura) para deixarmos a cidade com vida!

Amanhã, por ironia, a praça faz 35 anos de existência.

 

Fotos: Vitão Natureza

 

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