Prepara! Vai virar o Chile! Chegou a hora de ocupar as escolas, as redes e as ruas do Brasil

Juntos 12/nov/2015, 18h45

A primavera brasileira foi invadida pela onda de lutas que se espalham pelas ruas e redes, tendo a juventude como principal motor. A combinação bombástica de um cenário de retiradas de direitos civis na Câmara, tendo como principal algoz o Eduardo Cunha, até a negação do direito básico a educação, cresce a indignação.
Além disso, com a tragédia de proporções ainda inimaginável, o desabamento de duas barragens em distritos da cidade de Mariana/MG desnudaram a casta de bandidos que lucram bilhões com a exploração dos minérios e degradação do meio ambiente. Já sendo considerado o maior desastre ambiental da história brasileira, passados 7 dias desse crime ambiental, os governos estadual e federal fazem de tudo para ocultar os principais responsáveis (Samarco, Vale e BHP) desta tragédia anunciada, que são os grandes representantes do capital financeiro.
Nesse contexto, a juventude dá a resposta:ocupar ruas, escolas e redes!

A luta do Fernão Dias comove a juventude!

A escola Fernão Dias está dando um exemplo de combatividade. Como símbolo da luta contra a reorganização escolar, os estudantes dessa escola paulista nos deram um exemplo: radicalizaram o método para defender os seus, os nossos direitos. Fernão Dias contagiou a juventude que já ocupou mais 7 escolas em São Paulo, até a publicação dessa nota.
O método de ocupação, que foi forte em anos anteriores no Chile, agora começa a se disseminar como foram de resistência na região metropolitana de São Paulo.
Estamos num embate direto, nas ruas, nas redes, nas escolas, por toda parte: de um lado a casta política de Cunha e Alckmin que quer tirar nossos já poucos direitos; de outro as mulheres em sua primavera, a juventude negra, a comunidade LGBT que não cansam de lutar.

A primavera das mulheres está abrindo o caminho para derrubar o corrupto Eduardo Cunha

As mulheres deram o exemplo. A luta pelos direitos reprodutivos e as pautas feministas através do PL 5069/2013 de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foram mais de 30 manifestações de norte a sul do país que colocaram como centro do debate a derrubada de Cunha como o ícone que expressa o máximo do conservadorismo no Brasil.
Nossa tarefa a partir de agora é unir a todos contra Cunha: mulheres, LGBTs, a juventude negra que está protagonizando a campanha “Novembro Negro”.
O congresso da UBES será uma grande oportunidade para nacionalizar essa luta, orientando todas as escolas do Brasil a somar-se na solidariedade ao Fernão Dias e demais escolas  de São Paulo.

Orientamos o II Encontro Nacional do Juntos nas escolas, que reunirá centenas de ativistas de todo país, a discutir o novo cenário que se abre.
Derrubar o Cunha, derrubar a reorganização em SP e ocupar as escolas do Brasil são as tarefas afinadas com o espírito de Junho, que ainda assusta aos poderosos, ronda o Fernão Dias e entusiasma a juventude de norte  a sul do país.

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos, 12 de novembro de 2015, em plena Primavera das mulheres.

 

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017