Alckmin articula com Globo ação para incriminar estudantes

Juntos 01/dez/2015, 13h06

Na tarde de segunda-feira, os alunos que ocupavam a E.E. Coronel Sampaio foram surpreendidos pela invasão de pessoas desconhecidas que começaram a destruir toda a escola, colocar fogo em livros didáticos e roubar computadores. A polícia chegou ao local pouco tempo depois, mas não impediu a ação daqueles que depredavam a escola. Ao contrário, agrediram os estudantes que realizavam a ocupação política. Ameaçados, os alunos não viram alternativa a não ser deixar o local. Pouco tempo depois, chegou a direção da escola e o chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Fernando Padula Novaes.

Hoje, na sessão da tarde do jornal SPTV da Rede Globo, veio a consagração da tática: uma reportagem absurdamente mal-caráter que induz o telespectador a achar que quem destruiu a escola foram os alunos que a ocupavam! Foram filmados os resultados da depredação e foi dito que a escola estava ocupada em protesto contra a reorganização, mas em nenhum momento falou-se sobre a invasão das tais pessoas estranhas ao movimento. Em um momento, a repórter chega a filmar uma TV destroçada ao lado de um cobertor, que, segundo a jornalista, “provavelmente era usado por um estudante que dormia aqui na escola”. Foram coletadas declarações da diretora da escola, de Fernando Padula Novaes, de um pai “preocupado com o fechamento do ano letivo”. Representantes do movimento de ocupação? Nada. Nenhum aluno ocupante foi entrevistado. O máximo de “contraponto” que apareceu foi a fala da dirigente da APEOSP, Maria Izabel Noronha, que, na verdade, não disse explicitamente o que ocorreu. Além disso, a APEOSP não é a organização que dirige as ocupações e nem participa formalmente delas.

Cabe lembrar que esse fato ocorreu logo após reunião convocada pela diretora da E.E. Coronel Sampaio com a comunidade escolar pela desocupação da escola. Mais ainda, ocorreu após a reunião ocorrida no domingo em que o mesmo Fernando Novaes orientava dirigentes de ensino a “ir para a guerra” contra os estudantes. Uma guerra suja baseada na violência e manipulação.

Estamos convictos de que os alunos da E.E. Coronel Sampaio terão como provar, com fotos e vídeos de suas atividades, que sua ocupação apenas melhorava as condições da escola, como ocorre em todas as ocupações. Mais ainda, não vamos sossegar até que os verdadeiros articuladores da destruição de escolas sejam desmascarados.

Não fechem e não destruam minha escola! Contra a reorganização e a política rasteira de Geraldo Alckmin!

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017