EM SP, MEXEU COM ESTUDANTE, SAIU PERDENDO

Juntos nas Escolas 14/dez/2015, 09h16

Depois da revogação do decreto da reorganização surgiu uma grande dúvida dentro das escolas de luta: “e agora, desocupa ou continua?”.

Não há uma receita para o momento, a verdade é que cada escola tem uma realidade diferente e deve decidir sobre sua própria ocupação. Muitas ocuparam somente contra a reorganização e conseguiram muito mais do que isso, conseguiram derrubar o secretário da educação!

O que há nas diversas ocupações é, talvez, o medo de desocupar e se enfraquecer ou mesmo acabar com todos os laços e lutas que foram construídas. Desocupar as escolas não significa enfraquecer o movimento, pois desocupar não é deixar de se mobilizar, pelo contrário, é buscar também novas formas de luta para mostrar ao governo a reorganização que queremos!

A luta não começou com as ocupações. Assim como Junho não começou com manifestações gigantes. Aliás, se formos analisar Junho, devemos ressaltar que Junho ainda não acabou quando a tarifa foi revogada. Junho permanece na consciência das pessoas, porque foi lá que tivemos a experiência de ganhar após lutarmos incansavelmente.

O que 2013 e 2015 têm em comum é a força do jovem, a vontade e sede pela mudança

O que deve ficar claro para todas as ocupações que continuarão por terem a realidade a seu favor ou para as ocupações que serão desocupadas, é que já causamos uma mudança expressiva e difundimos um sentimento de luta pelo Brasil todo e outros secundas aprenderam com a nossa mobilização.

A luta dos segundas de São Paulo, insipou Goiás contra a privatização das escolas, do governador, também tucano, do estado!

Não era só pelos 20 centavos e não é e nem será somente contra a reorganização. Nós queremos nossos direitos e justiça.

Nossa luta não acabou! A luta agora é por uma educação de qualidade, nossa luta agora, é pra que todos os policias que agrediram estudantes sejam punidos!

Isso aqui vai virar o Chile!

Não têm arrego!

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017