Palco Aberto contra o fechamento das escolas baianas e em apoio aos secundaristas paulistas

Carolina Ramos Heleno 15/dez/2015, 14h46

“Sem educação a gente fica sem opção”

A luta contra o fechamento de 93 escolas no Estado de São Paulo vem tomando novos ares. O mês de novembro foi o palco dos secundaristas que deram um show de mobilização, organização, conseguindo o apoio de mais de 60% da população do estado. Suas ocupações se tornaram escolas do trabalho propriamente ditas, tivemos piscinas, pinturas restauradas, gramas e canteiros aparados, a alimentação garantida pelos próprios meninos e meninas. Uma juventude que vem provando que sabe o que quer! E a garantia de uma educação pública e de qualidade é essencial!

No entanto, a reorganização ainda não foi cancelada, apenas prorrogada. Sendo a deixa para que as ocupações não terminem junto com 2015.

Em São Paulo os secunda continuam realizando atos, parando ruas e dialogando com a população, espalhando aos sete ventos sementinhas da indignação. Essas sementes foram parar em Goiânia e já estão chegando na Bahia.

Em nosso estado também estamos enfrentando fechamento de escolas e turnos. Em cidades ao sul como Una, Ipiaú e Itabuna aconteceram atos, parando a Rodovia BR contra o fechamento de suas escolas mais tradicionais. Em Salvador temos o Colégio Estadual Odorico Tavares, localizado no Corredor da Vitória, o metro quadrado mais caro de Salvador. E não por acaso estão querendo fechar suas portas. O Colégio Central também está sofrendo calado, com uma estrutura de perder de vistas, a escola conta com apenas 200 estudantes, tendo suas turmas esvaziadas para que o argumento que não precisamos de escolas se concretize.

Essas situações de ataque a nossa educação não vão passar sem alardes. O show dos secundaristas baianos só está começando!

No dia 11 de dezembro, passamos a tarde na Praça do Campo Grande em uma atividade cultural em que discutimos os efeitos da reorganização paulista e baiana, contra atitudes machistas e contra a politica de guerra às drogas.

O Palco contou com a presença de rappers jogando o papo reto, como Elviz Kazpa que deu a letra que “sem educação a gente fica sem opção”. Tivemos a presença da banda Vivendo do Ócio, apresentações de poesia, rock e muito Raul garantido pelos secundas presentes.

O Palco Aberto foi brilhante, pois abriu as cortinas para que @s estudantes compreendessem que a situação do fechamento das escolas pode ser revertido e que nossa cultura precisa e pode ser uma arma para nos mobilizarmos.

Novas atividades que se apropriem do espaço público e deem voz aos nossos secundaristas irão acontecer! Quem tá afim de construir essa luta com a gente, pode chegar que sempre tem mais espaço em nosso Palco Aberto!

Contra o fechamento das escolas baianas! Por uma educação pública e de qualidade!

#OdoricoResiste

#EscolasBaianasEmLuta

#OcupaEscola

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017