Crise do governo Pimentel e mais ajuste pra juventude e trabalhadores: nossa luta é uma só

Juntos Mineiro 08/jan/2016, 13h17

As manifestações de junho de 2013 não morreram, apenas chegaram à puberdade. Há quem diga que o movimento não tinha foco ou liderança. Talvez… Mas o que se vê é um amadurecimento social e político da população, coletivos e movimentos contra o abuso do capital que financia os políticos e os desmandos dos governos que cumprem suas determinações. O transporte público (que por ser um direito social nem deveria ser pago, a exemplo da saúde e educação) sofreu o terceiro reajuste em menos de 14 meses (DEZ/2014; AGO/2015 e JAN/2016) e já compromete boa parte da renda dos trabalhadores. Pais e mães de famílias que já não aguentam mais o arrocho salarial, a alta da inflação, ajustes fiscais, perda dos postos de emprego e os estudantes que se sacrificam para pagar passagem para estudar não aceitarão pagar por essa crise!

9f18dca9-2c41-4ab8-82d5-fb5da40a7c59 A exemplo do PMDB no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, o Governador petista de Minas Gerais, Pimentel, ameaça atrasar, mais uma vez, o pagamento do funcionalismo público do Estado em Janeiro e parcelar os pagamentos futuros. Sem reajustes há anos e com apenas recomposição de perdas, os mineiros que movem a máquina pública mais uma vez são desvalorizados e estão apreensivos. Além disso, as 59mil demissões dos professores efetivados pela lei 100, demonstra o total abandono e inabilidade do atual governo. Junto aumento das passagens (lembrando que ônibus e táxi não pagam IPVA), no início de ano os servidores e trabalhadores suportam os maiores encargos como IPTU (reajuste de 10% em BH), IPVA, ICMS do material escolar (reajustado para 18%), aumento das mensalidades em universidades privadas entre outros. O funcionário público, como qualquer outro trabalhador, tem o direito de receber seu salário em dia pelos seus serviços prestados.

A juventude também não escapa do tarifaço: sem vale transporte, meia-tarifa ou passe livre, a juventude tem que arcar com a passagem sempre do próprio bolso. O direito à cidade, ao lazer, à cultura é cerceado daqueles que não têm condições de arcar com mais de R$ 7,00 para ir e voltar. Isso, claro, na melhor das hipóteses, já que aqueles que moram na Região Metropolitana são obrigados a desenbolsar tarifas que vão de R$ 4,45 a mais de R$ 6,00. Somos todos explorados pelas empresas de ônibus, que lucram cada vez mais com o nome direito básico ao transporte coletivo, que deveria ser visto como futuro para a cidade, e não como última opção para aqueles que não possuem veículo próprio.

O descaso com o transporte público e o comprometimento dos governantes com os grandes empresários fica muito claro no exemplo de Contagem: Na cidade, o prefeito Carlin, do PCdoB, concedeu às empresas 30% de aumento na tarifa em pouco mais e 1 ano, e perdoou a dívida que os empresários tinham com a Prefeitura, que chegava a absurdos R$ 800 milhões. A dívida foi perdoada pois agora, em 2016, será renovada a concessão das empresas e elas não poderiam estar em débito. É um cinismo enorme da parte do prefeito, que determinou o perdão através de decreto, depois de ter sido derrotado na Câmara de Vereadores.

Policiais, professores, profissionais da saúde, fiscais, demais servidores estaduais, estudantes e trabalhadores da iniciativa privada, uni-vos no ato contra o aumento das passagens e contra o atraso e parcelamento do pagamento dos servidores. Juntos somos mais fortes!