Freixo, Giannazi, Professor Toninho e alguns sonhos possíveis na mira

26/set/2012, 15h01

* Bianca Cruz

Tive a imensa alegria de participar do comício de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro na noite de 21 de setembro. Foi um dos momentos políticos mais lindos que já vivi. Éramos milhares, mais de 15 mil. Uma chuva de esperança inundou a praça dos Arcos da Lapa com o canto “Eu voto 50 e fecho com Marcelo Freixo”.

Voltei para São Paulo contagiada pelo clima transformador da Primavera Carioca para defender em Sampa este mesmo projeto, com meus representantes, meus candidatos, Giannazi e Professor Toninho.

Cheguei aos Arcos da Lapa antes do início, mas a praça estava tomada de gente. A maioria eram jovens, mas havia de tudo. Mulheres, pais com filhos, pessoas de idade, militantes, grupos de jovens dos comitês populares de campanha. Todo mundo com fitas e flores amarelas, faixas, bandeiras, balões. Lotavam a praça, as filas para comprar camiseta nas banquinhas, as pizzarias e lanchonetes ao redor.

Com o início, a praça vibrou. Nós, a multidão, estávamos com Yuka, Caetano Veloso, parlamentares do PSOL e Marcelo Freixo, dando uma lição de política para a sociedade. Mas política de verdade, que ocupa ruas e praças com jovens de idade e de espírito para tornar um sonho possível. Antes da fala de Freixo abaixaram a música e percebi que o jingle de campanha tinha virado um hino que todos cantavam. “Chegou a hora”, começou Freixo. E continuou: “Não recebo um real, tô na rua por um ideal”, leu na faixa erguida na multidão. “Foi essa campanha que fez a juventude acreditar de novo na política. Não tem preço que pague algo assim. Já estamos fazendo história”.

Foi muito emocionante viver um pedaço dessa história, pois em São Paulo fazemos outro pedaço dela. É convicção e sonho que movem a campanha de Carlos Giannazi para prefeito e de Professor Toninho para vereador. Também somos professores, estudantes, trabalhadores, militantes dos cursinhos populares, da cultura; das periferias, do centro; dos direitos humanos e da diversidade. Sabemos que para mudar São Paulo é preciso mudar a política.

“É preciso ter independência e coragem para mudar”, falam Giannazi e Freixo. Não têm independência a campanha de 30 milhões de reais de Russomano, a de 90 milhões de Serra ou Haddad, a de 25 milhões de Eduardo Paes, no Rio. Essa dinheirama que vem de empreiteiras, construtoras e imobiliárias é investimento para garantir lucros à custa da cidade e seu povo. Essas são as únicas promessas não anunciadas na propaganda eleitoral, mas que tem sido corruptamente cumpridas.

Mas como diz MC Leonardo, “O futuro da favela depende do fruto que tu for plantar”. Professor Toninho, um dos fundadores da Cooperifa, nos conta que essa letra não lhe sai da cabeça, desde que foi ao sarau que somou Apafunk e Cooperifa na zona oeste do Rio, reduto das milícias, com Freixo, Giannazi, o MC e Sérgio Vaz, mostrando que nós temos aos milhões a coragem para lutar, criar e mudar.

Nós só teremos alternativa se pudermos construí-la – e para já. No Rio de Janeiro a praça cantou “Ah, segundo turno!”. Esse é o sonho possível do qual Chico Buarque falou para Freixo.

Em São Paulo, votar 50 para prefeito e vereador é acreditar na necessidade de uma nova política. Eleger o primeiro vereador do PSOL é possível em 2012 e urgente para fortalecermos uma alternativa na cidade. Por isso estou nessa luta com Professor Toninho, 50789 e Giannazi 50! Só faltam 11 dias, vamos fazer campanha e semear Juntos a primavera!

Participem da Plenária Juntos na Reta Final com Plínio de Arruda Sampaio no domingo, 30/09, às 13h na Faculdade de Saúde Pública da USP (Av. Dr. Arnaldo, 715, metrô Clínicas — evento no Facebook)

* Bianca Cruz, 27, é cientista social e coordenadora da Rede Emancipa de Cursinhos Populares

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