Moções do Juntos! no CONUBES 2026
Confira as moções apresentadas pelo Coletivo Juntos! no 46º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
MOÇÃO DE APOIO À GREVE DA USP E À LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
No atual cenário político, marcado pela precarização e pela crescente privatização do ensino, assistimos ao avanço de um projeto que desmonta o futuro da juventude brasileira e compromete o direito à educação pública, gratuita e de qualidade.
Nesse contexto, a greve unificada de estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade da América Latina, ganha um significado profundamente simbólico. A mobilização demonstra que a juventude e os trabalhadores seguem organizados, dispostos a lutar e a levar suas reivindicações até às últimas consequências na defesa de seus direitos.
A greve da USP reafirma que a organização coletiva é o caminho para enfrentar os ataques à educação e garantir conquistas concretas. Ela expressa a força da unidade entre estudantes e trabalhadores e aponta para a necessidade de ampliar essa mobilização em todos os níveis de ensino.
Esse momento histórico de mobilização é uma luz para nós do que pode ser construído no movimento secundarista. As escolas são atacadas em todos os níveis, com professores desvalorizados, salas de aula sem climatização alguma, policiais substituindo professores e escolas sendo vendidas como mercadoria. A mobilização dos estudantes secundaristas nunca foi tão urgente e, mesmo urgente, ainda é pouco visível, o que não é um mero acaso. Essa paralisação sistemática do movimento estudantil secundarista deve deixar de ser sistemática e passar a ser paralisação de aulas, se transformar em greve estudantil.
Diante disso, é fundamental que nós, estudantes secundaristas, nos inspiremos nesse exemplo da greve da USP e avancemos na organização dentro das nossas escolas, assumindo o protagonismo na defesa de nossos direitos e na construção de uma educação pública que responda às necessidades da juventude.
MOÇÃO DE APOIO À LUTA PELO FIM DA ESCALA 6X1 E EM DEFESA DO DIREITO AO DESCANSO E À VIDA DIGNA
No atual cenário político, marcado pela precarização do trabalho e pela crescente exploração da classe trabalhadora, assistimos ao avanço de um projeto que desmonta o direito ao tempo livre e compromete a saúde física e mental de milhões de brasileiros.
Nesse contexto, a luta pelo fim da escala 6×1 ganha um significado profundamente simbólico. A mobilização contra essa jornada exaustiva demonstra que a classe trabalhadora segue organizada, disposta a lutar e a levar suas reivindicações até às últimas consequências na defesa de sua dignidade.
A pauta pelo fim da escala 6×1 reafirma que a organização coletiva é o caminho para enfrentar os ataques aos direitos trabalhistas e garantir conquistas concretas. Ela expressa a força da unidade entre a classe trabalhadora e aponta para a necessidade de ampliar essa mobilização em todos os setores e categorias.
Esse momento histórico de mobilização é uma luz para nós do que pode ser construído nos movimentos de massa. Os locais de trabalho são atacados com jornadas desumanas, salários rebaixados, assédio moral e a normalização da exaustão como regra. A mobilização dos trabalhadores contra a escala 6×1 nunca foi tão urgente. A naturalização da superexploração deve deixar de ser natural e passar a ser enfrentada de forma organizada, se transformar em greve geral.
Diante disso, é fundamental que nós, trabalhadores e estudantes, avancemos na organização dentro dos nossos locais de trabalho e estudo, assumindo as rédeas na defesa de nossos direitos.
É necessária a compreensão de que os estudantes, mais do que nunca, se encontram em situações de vulnerabilidade. Tudo isso fazendo com que entrem no mercado de trabalho casa vez mais cedo. A precarização do trabalho e a escala exploratória afeta a vida do estudante diariamente.
Com isso é preciso que a UBES firme entre as forças um calendário de lutas nacional pelo fim da escala 6X1.
MOÇÃO POR UM LEVANTE FEMINISTAS NAS ESCOLAS
Os números de feminicídio crescem e a violência contra a mulher se alastra rapidamente, nesse cenário, as escolas são palco de reprodução de violência. Isso não é um mero acaso, em tempos de crise, a violência contra os corpos femininos faz parte de um projeto da extrema direita, que usa inclusive das redes sociais como ferramenta para colocar seus tentáculos desde cedo na sociedade, cooptando a juventude para o discurso de ódio e de misoginia.
A violência contra as mulheres não é um problema individual. Não é caso isolado e nem responsabilidade de quem sofre. É a expressão da falência do capitalismo, e devemos responder a altura! Nas escolas, a cultura red pill avança quando encontra silêncio, isolamento e falta de organização. Coordenações omissas e piadas que ridicularizam as mulheres viram rotina. Para enfrentar essa realidade, é preciso organizar essa indignação e construir uma nova cultura de organização feminista dentro das escolas.
A história nos mostra que quando as mulheres se organizam, a realidade muda. Foi assim no Ele Não quando milhares foram às ruas contra o avanço da extrema-direita, e na Primavera Feminista, que colocou o debate sobre violência e direitos das mulheres no centro do país. As greves nas escolas, há 10 anos atrás, também foram protagonizadas e organizadas por mulheres. Tudo isso veio da auto organização, da luta coletiva e da ocupação dos espaços pelas mulheres!
Dentro das escolas, não é diferente. Quando as estudantes se organizam, o que antes era silenciado passa a ser denunciado como violência. O que era individual vira coletivo e, por isso, pode ser enfrentado. Fortalecer o movimento estudantil a partir da luta das mulheres é o caminho.
Por isso, entendemos que é urgente e central priorizarmos construções de Grêmios Estudantis feministas e radicais, que não tenham medo de enfrentar a máquina da extrema direita.
Só a auto-organização das estudantes feministas é capaz de enfrentar de verdade o avanço do fascismo e da cultura redpill nas escolas, porque é essa organização que rompe o silêncio, constrói consciência e transforma a realidade.
Dessa forma, propomos o dia 14 de maio como o pontapé de uma nova onde de luta feminista, com levantes em cada escola para que possamos responder à altura. Se o ataque da extrema direita é firme, nossa defesa deve ser ainda maior e mais alta!